FDA envia cartas a empresas de Óleos Essênciais

O FDA (Food and Drug Administration) emitiu esta semana cartas de advertência para as duas maiores distribuidoras de óleos essenciais nos Estados Unidos, Young Living e dōTERRA afirmando que os seus produtos são comercializados como medicamentos não aprovados.

 

As empresas têm de eliminar todas as alegações de saúde e tomar ações corretivas, ou enfrentar uma séria e legal acção, que inclui policias armados invadirem os seus armazéns e apreendendo todo o seu inventário.

 

Claro, isto não é a primeira vez que o FDA vai atrás de empresas que vendem produtos naturais, produtos que nunca poderiam ser patenteados como sendo benéficos para a saúde. São já possuidores de um grande historial de emissão de cartas de advertência contra os produtores e comerciantes de produtos tais como nozes, sumo de sabugueiro, óleo de côco e muitos mais. O FDA exige que as empresas de venda de produtos naturais que queiram alegar que os seus produtos fazem bem à saúde tenham que obter a sua permissão primeiro, ao passar por um processo de aprovação de drogas longos e onerosos.

 

Mas porquê incriminar e agir sobre estas duas empresas, gigantes neste mercado? Poderiam estas duas empresas juntarem-se e seguirem em frente com o processo alegando que é impossivel controlar os milhares de pessoas que revendem os seus produtos? Se pensarmos bem, é a mesma coisa que agora uns milhares de vendedores publicitassem que a coca-cola é benéfica na luta contra a Ebola: as entidades responsáveis, iriam agir contra a empresa mãe ou contra quem publicitou o produto desta maneira? A verdade é que sim, podiam seguir em frente, mas seria um processo bastante demoroso, despendioso e burocrático, com a incoveniencia de que as ameaças feitas poderiam mesmo tornar-se realidade e estes produtores verem todo o seu produto e material apreendido, podendo mesmo enfrentar uns anos de cadeia.

 

Foram emitidas cartas de advertência não só para os dois grandes distribuidores de óleos de essenciais, mas também à Fundação de soluções naturais, que comercializam um produto chamado Nano Silver, que potencialmente poderia matar o vírus Ebola.

Como tem sido documentada em muitos outros lugares, a crise de Ebola apresenta uma grande oportunidade de mercado para a indústria farmacêutica para apressar o mercado, novos medicamentos e vacinas e tenho dúvida de que um ou mais destes gigantes farmacêuticas fizeram reclamações ao FDA contra óleos essenciais e outros produtos naturais que podem curar o Ebola. O governo dos EUA já é dono de uma patente sobre o vírus do Ebola.

 

Este assalto da FDA sobre óleos essenciais parece ser um plano muito extensivo para eliminar tantas alegações de saúde para óleos essenciais quanto possível. Poucos dias antes de emitir estes aviso, editaram uma página no seu site alertando sobre os perigos na utilização dos óleos essenciais, adicionando um pouco de texto claramente projetado para assustar os consumidores de óleos essenciais.

 

Abaixo a página que foi até recentemente atualizada, em março do ano passado:

 

 

E aqui está uma página muito mais longa, atualizada a 22 de Agosto, mas também a revista em 19 de Setembro, três dias antes da emissão das cartas de aviso para as empresas de óleo essencial:

 

 

A nova versão contém significativamente mais avisos sobre como os óleos essenciais podem ser "tóxicos". No entanto, nada mudou em termos de óleos essenciais disponíveis no mercado, ou como eles são comercializados, à já muitos anos.

 

Falando em termos de toxicidade, quais são mais tóxicos? Os medicamentos aprovados pela FDA, ou os óleos essenciais não aprovados?

 

Usando estatísticas diretamente da indústria médica, sabemos que pelo menos 106.000 mortes por ano são atribuídas a medicamentos aprovados pela FDA, e isso não inclui mortes causadas por medicamentos sem receita que podem ser comprados sem receita médica. Existem mais de 450 mortes por ano só de paracetamol (Tylenol), com base nos relatórios dos centros de controle de veneno.

 

Mas de acordo com relatórios anuais da associação americana de controle do veneno relatórios anuais de centros dos sistemas nacionais de dados veneno (NPDS), mortes devido a overdose de óleos essenciais são muito raros. Não havia nada no seu último relatório emitido em 2012, e teriamos que recuar até ao ano de 2010 para descobrir que houve uma morte no total, da ingestão de muito óleo de eucalipto.

 

Claramente os óleos essenciais não são um perigo de saúde pública, especialmente quando comparado com as drogas farmacêuticas muito mais tóxicas que são aprovadas pelo FDA.

Nesses casos raros onde uma lesão ocorre com óleos essenciais, é sempre por ingeri-los. Os usos mais comuns de óleos essenciais, de longe, são tópica (massagem) e através do ar (aromaterapia). Mesmo nos casos extremamente raros de lesão devido a ingestão de óleos essenciais, não há nenhuma maneira de saber se esses casos particulares foram o resultado de ingestão de puros óleos essenciais obtidos 100% de extratos vegetais, ou se foram com um produto com base química produzido por empresas de fragrâncias para a indústria de perfumes e fragrâncias, que são altamente tóxicos.

Mas afinal os Óleos Essênciais curam ou não??

 

Absolutamente! Isto não é uma questão de disputa. O Instituto Nacional de Saúde, a própria base de dados do governo, PubMed.gov possuem milhares de listas e de artigos, documentando pesquisas sobre as propriedades de saúde de centenas de diferentes óleos essenciais. 

 

Os óleos essenciais, que são os óleos vegetais aromáticos obtidos através do processo de destilação, estiveram presentes e curam pessoas desde à milhares de anos. Muitos dos produtos farmacêuticos originais foram desenvolvidos com base nas propriedades curativas de vários óleos vegetais. Mas desde o momento que não podem ser patenteados, ninguém vai dar o primeiro passo em frente e pagar centenas de milhões de dólares necessários para obter algo aprovado pela FDA como uma droga, especialmente se não possui a patente sobre esse produto. E o FDA nunca aprovaria de qualquer maneira, porque eles só aprovam produtos a partir de um punhado de companhias farmacêuticas que controlam a indústria. A única maneira que alguém fora desta indústria rigidamente controlada pode esperar para obter um produto aprovado pela FDA é descobrir algo que é patenteável, obter uma patente, e depois vendê-lo a uma das principais empresas farmacêuticas. Não há nenhuma outra maneira.

Então, no fim de contas, o FDA será bem sucedido em reduzir significativamente a quantidade de informação disponível aos consumidores sobre as propriedades curativas dos óleos essenciais. Quem quiser ainda pode publicar essas informações porque nossa Constituição ainda protege a liberdade de expressão, mas o FDA tem levado essa liberdade.

 

As tentativas de obter um Congresso para aprovar uma lei protegendo a liberdade de expressão e o exagero da FDA falharam, infelizmente, devido o poderoso lobby farmacêutico. Então, para a maioria das empresas, se querem permanecer no negócio, realmente não têm escolha senão na conformidade com o FDA.

 

Fonte:http://healthimpactnews.com/2014/fda-targets-essentials-oils-see-eos-as-threat-to-new-ebola-drugs/

 

 

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